quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Acolhimento.

A forma como é feito o acolhimento é muito importante, seja em que situação for, o ser humano, tem necessidade de sentir que a sua presença é bem recebida, sabemos como isso pode ser marcante, quando no 1º dia de (de ...) não se é bem acolhido, e como isso pode desencadear mecanismos de defesa, que perturbam a relação que se pretenda estabelecer.

Já o contrário desencadeia sentimentos entre os intervenientes muito favorável à relação que se pretenda estabelecer.

Em qualquer idade é importante ser-se bem acolhido mas, as crianças e os adolescentes tem necessidades especiais, a falta de atenção sobre as suas necessidades pode causar danos irreversíveis.

O acolhimento em catequese:
- È o 1º tempo de uma catequese, em que procuramos estabelecer as condições ideais para o encontro com Jesus.

Para que o acolhimento resulte, é necessário: saber ver; saber sorrir; saber falar; saber escutar; saber reflectir; saber aceitar; saber estar com; = a “saber amar”.

No acolhimento em catequese devemos distinguir dois tempos:
- O primeiro, é o acolhimento humano, que se traduz pela forma como se recebe as crianças conforme elas vão chegando. Tratando-as pelo nome, dando atenção a cada uma delas, utilizando os saberes referidos, tendo em atenção os seus interesses, anseios, ou receios.
O/A catequista deve ter o cuidado de acolher também os pais, que acompanham as crianças.

O acolhimento deve ser planeada e, enquanto se aguarda a chegada das últimas crianças, aproveitar para ensaiar algum cântico, ou fazer algum jogo.

O acolhimento ambiencial:
O local deve ser agradável, amplo e limpo, outra sala, para o segundo tempo de catequese, que deve ter as qualidades já referidas e ainda, cadeiras ou bancos individuais de acordo com as idades; mesas de trabalho ou tábuas individuais;
Crucifixo, vela, flores, toalha e Bíblia.

Jesus deu-nos muitos o exemplos do acolhimento, como chamou os discípulos para fazerem comunidade com Ele. E de entre eles, estabeleceu doze para estarem com Ele (cf Mc 3, 14). E é com eles que a todos acolhe:
De um modo especial aqueles que, por razões diversas, experimentavam com mais intensidade o drama da marginalização: os pobres e os doentes, as mulheres e as crianças, os publicanos e pecadores.

Por vezes o acolhimento era motivo de escândalo: “Por que come Ele com publicanos e pecadores? Perguntavam os doutores da Lei do partido dos fariseus” (Mc 2, 16; cf Lc 15, 1-2). É que, aos olhos dos puritanos da Lei, o acolhimento até à intimidade de uma refeição em comum, significava implicitamente a aprovação da situação pecaminosa em que viviam os que eram acolhidos. Não seria antes de exigir uma conversão prévia?

Só que, para a verdadeira conversão, é imprescindível a acção da graça: aquela que se transmite pelo acto de acolhimento; a graça com que o pai recebe o filho que andava perdido e se reencontra definitivamente no banquete que o pai mandou preparar (cf Lc 15, 11-32). É o mesmo acolhimento que leva o pequeno Zaqueu a restituir “quatro vezes mais” a quem havia defraudado (cf Lc 19, 1-10).

Bibliografia:
-Chauchard Paul O Acolhimento - Psicofisiologia e Educação D Receptividade
-Diocese-braga. Acolhimento na catequese. (online)
-SDECCIA-Porto-Apontamentos do Curso de Iniciação
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1 comentário:

Anónimo disse...

O acolhimento é para além de um instrumento que se pretende eficaz nas áreas de gestão de serviços. Aplica-se em todas as actividades que de uma ou de outra forma coloca, pessoas a serem recebidas (ou atendidas) por outras pessoas...

Quantos de nós já não entramos numa loja e a simpatia de quem nos recebe, quase nos obrigada (às vezes nem resistimos) a comprar...